segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O LUXO NA UMBANDA

O luxo na Umbanda.
crying
Hoje tomei a liberdade de transcrever um trecho de um artigo do "Correio de Umbanda" por considerar o tema muito pertinente no panorama atual da Umbanda
LUXO NA UMBANDA?
NECESSIDADE ESPIRITUAL OU VAIDADE DO(S) MÉDIUM(NS)?
Vamos refletir sobre: "necessidade x vaidade x humildade".
-Não está acontecendo um exagero de vaidade

na Umbanda (não da religião, mas dos
adeptos)?
Entre muitos aspectos, podemos citar como exemplo a vestimenta
e os paramentos:
quando o médium tem uma entidade ou outra que usa um apetrecho de trabalho
(um chapéu
,um lenço, uma bengala ou mesmo outro elemento),
nota-se que a necessidade desse material
é do guia, ou seja, aquele espírito usa o chapéu, o lenço etc. para realizar seu trabalho, dentro
do seu fundamento. Mas, quando TODAS as entidades que trabalham com o mesmo médium,
ou todas do mesmo terreiro (mesmo em médiuns diferentes) precisam se paramentar, não
seria mais coisa do(s) médium(ns), na maioria das vezes semi-consciente(s), do que do(s)
espírito(s) atuante(s)?
Na internet, revistas e jornais, podemos ver com facilidade, fotos em que o mesmo
médium (ou todos do terreiro), quando incorporado(s) apresenta(m)-se da seguinte forma: o
baiano está vestido de cangaceiro, com falangeiros de seu Zé Pelintra (não concordo com o
termo “linha de malandros”, usado pelos umbandistas mais novos) usa terno, bengala e
chapéu, o boiadeiro parece um capataz ou um coronel fazendeiro, o caboclo se veste imitando
um índio (já que o de modo geral, os artigos encontrados, como cocares, não são
genuinamente indígenas, e muitos não têm nenhuma semelhança aos paramentos que eram
utilizados pelos povos ancestrais de nosso continente, ou mesmo pelos índios atuais), o Ogum
veste roupa de soldado romano e tem uma linda espada (se possível, cravejada de brilhantes),
o erê traja roupas infantis (macacãozinho, vestidinho colorido etc), o cigano com vestes
características do povo (e lógico, quanto mais colorido, melhor), o Exu usa capa, tridente e
cartola, o marinheiro usa uma “farda” como se fosse um autêntico capitão da marinha
americana, etc. Isso quando não resolvem por um “trono” no meio do terreiro, colocando a
entidade numa posição de rei dentro da casa (já existem tronos especialmente confeccionados
para Exus e que são vendidos aos “olhos da cara” nas casas de artigos religiosos).
O que vocês acham? Será que existem mesmo médiuns ou casas onde TODAS as
Entidades atuantes precisam se paramentar?
Seria coincidência esses espíritos escolherem, todos ao mesmo tempo, esse médium ou
essa casa, para se paramentar?
Isso não seria contrário ao principal lema da Umbanda: “HUMILDADE e
SIMPLICIDADE”- tão ensinado pelos nossos sábios Pretos-Velhos?
A roupa branca (símbolo de igualdade), aos poucos estaria deixando de ser a FARDA
dos soldados do exército do Pai Oxalá, já que até em dias de giras comuns estão usando
roupas cada vez mais esplendorosas?
Será que festa de entidade ou orixá precisa mesmo desse luxo todo, deixando, às
vezes, um local sagrado como um templo umbandista mais parecido com uma ala de escola de
samba, onde todo mundo fica "fantasiado"?
Esse colorido todo não facilita a indução à mistificação, ou no mínimo, ao animismo, já
que o médium que gastou tanto dinheiro com toda essa parafernália, não vai querer deixar tudo
aquilo guardado?
Ou será que os guias, que sempre foram exemplos de humildade e simplicidade, é que
são (ou estão ficando) cada vez mais vaidosos (o que não acredito)?
Irmãos-de-fé, filhos da nossa amada Umbanda: apesar do respeito às diferenças, certas
questões poderiam e deveriam ser melhor estudadas ou revistas pelos seguidores do Mestre
Oxalá, afinal de contas, a Umbanda veio para dar espaço a todos os filhos do Pai Celestial,
principalmente aos simples e humildes (encarnados e desencarnados), muitas vezes não
aceitos em outros segmentos religiosos.
Com toda essa parafernália utilizada atualmente, como os mais necessitados se
encaixarão, já que muitos não podem comprar uma “roupa de Exu”, que muitas vezes, custa
mais do que eles ganham por um mês de trabalho?
Lembremos que o brilho que devemos mostrar não é no luxo da vestimenta, ou seja, o
lado externo, pois tudo isso é ilusório, já que roupa não tem força espiritual.
O que realmente importa é a essência divina que existe em cada um de nós, filhos de
Deus (encarnados e desencarnados). Esse brilho, que brota no âmago do ser é que deve ser
mostrado e melhor ainda, doado, a todos aqueles que necessitam.
Isso sim agrada ao Pai, aos
orixás e seus Falangeiros de Luz.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Teu Recomeço 25/02/2012

A cada momento podes recomeçar uma tarefa edificante que ficou interrompida. Nunca é tarde para fazê-lo; todavia, é muito danoso não lhe dar prosseguimento.
Parar uma atividade por motivos superiores às forças é fenômeno natural. Deixá-la ao abandono é falência moral.
A vida é constituída de desafios constantes. Sai-se de um para outro em escala ascendente de valores e conquistas intelecto-morais.
Sempre há que se começar a viver de novo.
Uma decepção que parece matar as aspirações superiores; um insucesso que se afigura como um desastre total; um ser querido que morreu e deixou uma lacuna impreenchível; uma enfermidade cruel que esfacelou as resistências; um vício que, por pouco, não conduziu à loucura; um prejuízo financeiro que anulou todas as futuras aparentes possibilidades; uma traição que poderia ter-te levado ao suicídio, são apenas motivos para recomeçar de novo e nunca para se desistir de lutar.
Não houvesse esses fenômenos negativos na convivência humana, no atual estágio de desenvolvimento das criaturas, e os estímulos para o progresso e a libertação seriam menores.
Colhido nas malhas de qualquer imprevisto ou já esperado problema aterrador, tem calma e medita, ao invés de te deixares arrastar pela convulsão que se irá estabelecer. Refugia-te na oração, a fim de ganhares força e inspiração divina.
Como tudo passa, isto também passará, e, quando tal acontecer, faze teu recomeço, a princípio, com cautela, parcimonioso, até que te reintegres novamente na ação plenificadora.
Teu recomeço é síndrome de próxima felicidade.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

As Três Montanhas Russas - Luz na Escuridão

 


Vamos considerar a percepção que temos do mundo: os sentidos comunicam o mundo exterior para nossa mente, certo? Coletando informações sobre o mundo exterior por meio dos sentidos e no território de nossas mentes é que damos algum significado àquilo que entendemos por mundo, por realidade.

Por exemplo  3 pessoas em uma montanha russa pode significar 3 impressões beeeem diferentes do que entendemos por realidade “interação com montanha russa”. Vamos ver:

A primeira grita eufórica e adora a experiência; a segunda grita quase desesperada e odeia a experiência; a terceira... bem... a terceira não deveria ter comido tanto antes de ir ao brinquedo radical.


Sobre realidades, que tal uma visão simples?
Vivemos em pelo menos 3 mundos:
  • O exterior, onde se encontram as “figuras” que são compartilhadas, por exemplo a montanha russa (os três captam com os sentidos);
  • O interior, onde o que é captado pelos sentidos ganha significado (o que acham da montanha russa)
  • O exterior com significado, que é o conjunto de “figuras” interiorizadas, que ganharam significado, e agora servem de cenário onde as relações ocorrem (é a relação com a montanha russa e o com o significado dado).

Você sofre por temer algo? Este medo é o resultado proporcional ao estímulo (montanha russa) ou está superdimensionado?


O medo esta baseado nas imagens interiores que carregamos e que associamos às imagens externas (captadas pelos sentidos).  Por isso que o mesmo estímulo causa reações diferentes em diferentes pessoas.

Se o medo, a insegurança, a timidez extremada te atormentam, considere que algumas figuras do mundo exterior ganharam um significado em seu mundo interior, que, no terceiro mundo – o mundo das relações-  te causam sofrimento.

Então não é a barata que te faz sofrer por medo? Não. É, sim, o que ela significa para você (e este significado esta nas imagens internas)

O que fazer? Ressignificar cada uma dessas relações e imagens. Ou seja, escolher imagens interiores diferentes  para associar àquelas imagens exteriores que por enquanto estão assustadoras.

O que se esconde na escuridão? O que é revelado pela Luz.  Escolha ligar as luzes para desconstruir os medos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O que é a morte

 

A morte um dia chegará para todos nós. Você esta preparado para o que vai acontecer? Muitos espiritos retornam para contar as situações vividas após a morte. Saiba como funciona mais este mecanismo da vida.
Para alguns morrer significa dormir e acordar entre amigos em um belo lugar. Para outros é um processo lento, doloroso, triste e que pode levar décadas para se concretizar.
A morte é um processo que só ocorre para o corpo orgânico. Este corpo formado de matéria, átomos, moléculas, células é parte física do planeta Terra e ao planeta retornará se transformando em material fértil para o solo.
Nosso espírito uma forma “energia inteligente” que da vida a massa orgânica que compõe nosso corpo. Esta energia mantém animada a matéria que nos compõe. Sem ela voltamos a ser matéria idêntica a terra, água e pedras existentes no solo.
Com a morte existe um desligamento do corpo físico da força energética que é o nosso espírito. Podemos chamar isto de desencarne. Este desencarnar é uma situação desagradável para aqueles que não estão preparados. Entender como isto funciona é muito simples e importante para evitar o sofrimento pela falta de conhecimento.
O seu sofrimento será maior quanto maior for o seu apego pelos objetos e coisas que te pertenciam no planeta. Entender isto é simples. Se você não tem mais corpo físico, então não pode mais usufruir do seu dinheiro, do seu poder, da beleza do seu corpo, dos prazeres do seu corpo, das suas jóias, do seu carro, da sua casa. Você se dará conta de que nada foi seu, nada teve em sua vida que fosse realmente seu. Você apenas estava usando as coisas que conquistou enquanto estava vivo. Depois de morto não pode levar estas coisas com você. Pouca importância e significado tem todas as coisas físicas que você conquistou em sua prevê vida na Terra diante de sua situação atual de eternidade do seu espírito. Não entender esta idéia tão simples gera muito sofrimento a muitos espíritos.
Existem situações em que o morto se recusa a abandonar a casa onde moravam. Fica perturbado e com raiva quando vê seus pertences sendo vendidos ou dados para seus familiares sem que ninguém o consultasse. Entender que nada temos é uma boa coisa a se fazer.
O sofrimento também será maior se você possuir apego exagerado pelas pessoas. Todos nós amamos nossos parentes, filhos, conjugue e amigos. É preciso entender que a morte não separa você dos demais por toda a eternidade. É preciso entender que a vida é um momento curto já que nosso espirito é eterno. Que significado tem 80 anos de vida se você é um ser eterno? Seus familiares também são eternos e em breve também morrerão e estarão no mundo espiritual como você. Por isto é preciso evitar o apego exagerado, o sentimento de saudade doentia.
Pessoas ciumentas sofrem muito pois não aceitam quando seus companheiros ou companheiras resolvem se unir a outras pessoas já que se encontram viúvas e desimpedidas quanto a isto. Um conselho muito dado pelos espíritos é que devemos evitar acompanhar nossos parentes depois que estamos mortos. Na maioria das vezes nada podemos fazer, e na verdade não devemos interferir em suas vidas.
O sofrimento na morte será maior quando temos raiva, ódio, rancor. São sentimentos que te deixa preso na Terra ou que te levam ao Umbral. É comum o caso de pessoas que morrem e ficam na Terra tentando atrapalhar a vida dos vivos. No final o maior prejudicado é você mesmo.
Quando se faz muito mal para as pessoas na Terra durante a vida as conseqüências podem ser trágicas durante a sua vida ou depois da sua morte.. Perceba que se não existe a morte o mal que você fez a outras pessoas não será esquecido e isso pode te gerar problemas algum dia. Por exemplo, se você fez mal a alguém, e este alguém morreu e não te perdoou, é possível que te persiga depois de morto. É possível que esteja presente na sua frente na hora em que você estiver morrendo. Os amigos do além das pessoas que você prejudicou em vida também podem estar dispostos a se vingar de você. Existem muitos relatos de pessoas que ao morrerem são raptadas por espíritos de baixa vibração que as levam para o Umbral para realizar torturas, humilhações e escravidão.
O sofrimento é maior quando estamos repletos de sentimentos de culpa pelo mal que fizemos em vida ou pelo bem que deixamos de fazer em vida. Muitas vezes o arrependimento vem tarde demais e estando morto pouco se pode fazer para reparar com os vivos o mal que foi feito. O sentimento de remorso tortura.
O sofrimento será maior quando não acreditamos em vida após a morte e na existência de Deus. Muitos são os casos de pessoas que morrem e seus espíritos continuam no corpo. Por acreditarem no NADA após a morte permanecem imóveis como se estivessem em sono profundo. Chegam a ser enterrados junto com o corpo, tamanha a ligação que os mantêm junto a carne. Infelizmente acabam sentindo o processo de decomposição como se ainda estivessem vivos em seu corpo. Sofrem de pesadelos por ouvirem tudo como se estivessem vivos. Ouvem as vozes de espíritos brincalhões que habitam os cemitérios para zombarem de espíritos que lá ficam se fingindo de mortos dentro de seus túmulos até um dia serem resgatados por forças do bem ou forças do mal.
Existem equipes de socorro que ajudam as pessoas que estão morrendo. Eles facilitam o processo de desligamento do corpo do espírito evitando qualquer sofrimento prolongado. Mas isto só ocorre quando a pessoa é merecedora e tem uma vibração espiritual positiva permitindo assim que a ajuda surta efeito. Existem relatos de postos localizados em hospitais, cemitérios e até mesmo em estradas e rodovias onde é comum a existência de acidentes fatais.
Espíritos maldosos possuem vibrações em sintonia com espíritos imperfeitos. Estes espíritos sombrios também podem ajudar a pessoa a se desencarnar se desligando do corpo. E fazem isto para se vingarem, para humilhar e maltratar nas cidades do Umbral.
Com estas idéias já da para perceber com seria ter uma boa morte. A boa morte ocorre com aqueles que fizeram o bem em quanto estiveram na Terra e por isto possuem muitos amigos. Os amigos e parentes que se foram são os primeiros a ajudar e orientar nos momentos depois da morte. Se você não tem apego às coisas materiais que deixou na Terra não sofrerá ao perceber que suas coisas não são mais suas. Se aceitar a existência do espírito, da vida após a morte e na existência de Deus não sofrerá por estar agora separado de seus amigos e parentes, pois saberá que a vida é uma passagem e em breve estará junto a eles. Também não terá problemas de ser enterrado vivo pois ao saber da vida após a morte procurará orientação e ajuda. Se você fez o bem para as pessoas na Terra certamente encontrará amigos e familiares destas pessoas do outro lado onde estes serão gratos pelo bem que fez. Você será um espírito querido, respeitado e ajudado nesta situação de mudança que é a passagem da vida para a morte, ou melhor, da vida para a verdadeira vida.
Um ponto importante ao se destacar.
Os espíritos não podem agilizar a morte das pessoas. O desligamento do espírito do corpo só pode ocorrer quando o corpo está sem qualquer possibilidade de manter a vida. Nesta situação os espíritos continuam ligados ao corpo de forma desnecessária e inútil. Para agilizar o desligamento é que existe a ajuda de espíritos socorristas. A técnica que possibilita o desligamento é conhecida por espíritos socorristas, por familiares e amigos desencarnados que estão presentes e que possuem o conhecimento, e por espiritos maldosos que podem possuir o conhecimento da técnica utilizada no processo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

significados da chama

CHAMA AZULADA: pede-se paciência, pois seu pedido logo será realizado.
CHAMA AMARELA: sua felicidade esta próxima.
CHAMA VERMELHA: seu pedido esta sendo realizado.
CHAMA BRILHANTE: seu pedido esta tendo êxito.
CHAMA QUE LEVANTA E ABAIXA: Se concentre no seu pedido, pois a sua menteesta muito tumultuada.
CHAMA QUE SOLTA FAGULHA NO AR: Pode haver algum desapontamento ouaborrecimento antes do seu pedido se realizar. O Anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja.
CHAMA QUE PARECE UMA ESPIRAL: seus pedidos serão alcançados, o Anjo já está levando sua mensagem. Não comente com ninguém sobre seu pedido, poisalguém próximo poderá atrapalhar.
CHAMA ENFRAQUECIDA: é preciso reforçar seu pedido.
CHAMA QUE PERMANECE BAIXA: esta não é ainda a hora de seu desejo se realizar.Há uma necessidade de você cuidar primeiro do seu astral.
CHAMA QUE VACILA: O Anjo demonstra que, devido às circunstâncias, seu pedido terá algumas transformações (necessárias),antes que seu pedido se realize.
PAVIO QUE SE DIVIDE EM DOIS: o pedido foi feito de forma dúbia, não foi feito com fé, faça-o novamente. Se a vela apaga depois de acesa, (sem muito vento ao redor):seu anjo fará a parte mais difícil, o resto é com você.
QUANDO A VELA QUEIMA POR INTEIRO: seu pedido foi aceito.
QUANDO A VELA FORMA UMA ESCADA AO LADO: seu pedido esta sendo realizado.
QUANDO SOBRA MUITA CERA NO PRATO: acenda o que sobrou, pois existem forças negativas tentando atrapalhar. Quando terminar acenda outra e agradeça suaanjo.
A VELA QUE NÃO ACENDE PRONTAMENTE: O Anjo pode estar tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar poluído.
PONTA DO PAVIO BRILHANTE: você terá muita sorte e sucesso em seu pedido.
VELA QUE CHOROU MUITO: você esta sem forças e muito emotiva(o),isso faz comque seu anjo tenha um pouco de dificuldade para realizar seu pedido. Ponha toda sua Fé em seu pedido.Confie em Deus, na Deusa, seu Santo de Devoção, seu Anjo Guardião, ou em você mesmo. A vela é unicamente um instrumento para representar sua força e canalizar o fluxo do Universo em forma de LUZ em seu favor

domingo, 15 de janeiro de 2012

MEDO - O GRANDE INIMIGO

Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos.
Um menino pode ficar paralisado pelo medo quando lhes dizem que há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo. O medo na mente do menino foi tão real como se houvesse de fato um homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma, a maioria dos seus medos não têm base na realidade. Constitui apenas um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.

Quando você afirma positivamente que vai dominar seus receios e chega a uma decisão definitiva em sua mente consciente, liberta o poder do subconsciente, que flui em resposta à natureza do seu pensamento.
Vou descrever agora um processo e uma técnica que ensino há muitos anos. Funciona como um encantamento. Tente-o!
Suponha que você tem medo da água, de montanhas, de uma entrevista, do público ou de lugares fechados.
Se você tem medo de nadar, comece agora a sentar-se tranqüilamente durante uns cinco a dez minutos, três a quatro vezes por dia, e imagine que está nadando. É uma experiência subjetiva. Mentalmente você está se projetando como se estivesse dentro d’água. Você sente a friagem da água e o movimento de seus braços e pernas. É tudo tão real e vívido, constituindo uma alegre atividade da mente. Não é um devaneio inútil, pois você sabe que está experimentando em sua imaginação o que depois se desenvolverá em sua mente consciente. Você será compelido a expressar a imagem da representação do quadro que imprimiu em sua mente mais profunda. Essa é a lei do subconsciente.
Você pode aplicar a mesma técnica se tem medo de montanhas ou de lugares altos. Imagine que está escalando uma montanha, sinta a realidade desse ato, aprecie o cenário, sabendo que, fazendo-o mentalmente, o fará depois fisicamente com facilidade e segurança.
Você nasceu apenas com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os seus outros medos são adquiridos. Livre-se deles.
O medo normal é bom, o medo anormal é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo acarreta o medo anormal, obsessões e complexos. Temer alguma coisa persistentemente provoca um sentimento de pânico e terror. Você pode superar o medo anormal quando sabe que o poder do seu subconsciente pode mudar os condicionamentos e realizar os desejos acalentados por seu coração. Dedique sua atenção e devote-se, imediatamente, ao seu desejo, que é o oposto do seu medo. Este é o amor que expulsa o medo. Enfrente seus temores, traga-os à luz da razão. Aprenda a sorrir dos seus temores. Esse é o melhor remédio.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pretos-Velhos

 




História
As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.
Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França.
Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros:
Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África.
Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos.
No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.
Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês.
A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população.
Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": Pau, Pano e Pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum).
Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea.
A Legião de espíritos chamados "Pretos-Velhos" foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África.
Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.
Idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza.
Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece.
Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece.
O ato final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.

Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.
Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protetores, mas no Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Usam branco ou preto e branco. Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).

O Nomes dos Pretos-Velhos
Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade das Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados.
As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D'Angola).
O termo "Velho", "Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.
No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho.  É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os "Psicólogos da Umbanda".
Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D'Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D'Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.
 
Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais “velhos” do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia).
Atribuições
Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.
Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e ensinar-lhes resignação
Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma.
Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e tomaram as formas de um Pretos-Velhos.
Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o Preto-Velho não é um Preto-Velho, ou é, ou o que acontece???".
Esses espíritos assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de ajuda.
O espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer forma, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um Preto-Velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.
Por isso, se você for falar com um Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.
Para muitos os Pretos-Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também combatem as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e kiumbas.

A Mensagem dos Pretos-Velhos
A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela representa o espírito de humildade, de serenidade e de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.
Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora consultando-se com um Preto-Velho comentou que ficava muito triste ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver seus problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro, quando estavam com outros problemas. O Preto-Velho deu uma baforada com seu cachimbo e respondeu tranquilamente: "Sabe filha, essas pessoas preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo. Procuramos ajudá-las, resolvendo seus problemas; mas, aquelas que podem ser aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do terreiro. Muitas pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas; acabam nos ajudando nos trabalhos de caridade".
Essa é a sabedoria dos Pretos-Velhos...
Os Pretos-Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.

Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida:
"Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano).
Características:  
Linha e Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha de Obaluaiê, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.
Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.
Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.
Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).
Dia da semana: Segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Cor representativa: preto e branco;
Saudação: Cacurucaia (Deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”)
Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.
Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.
Cozinha Ritualística
Tutu de feijão preto
Mingau das almas
É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.

Bolinhos de Tapioca

 Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar. Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua. Asse na grelha.
Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.
Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijão preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.

Formas Incorporativas E Especialidade Dos Pretos-Velhos:

Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito.  A vibração começa com um "peso" nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão.  Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá, etc...) e depois sentam e praticam sua caridade (Podemos encontrar alguns que se mantém em pé).
É possível ver Pretos-Velhos dançando, mais esse dançando é sutíl, e apenas com movimentos dos ombros quando sentados.
Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar.  Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. 
A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mas diferenças ocorrem porque os Pretos-Velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência da irradiação do Orixá para quem eles trabalham.
Essas diferenças são evidenciadas na incorporação e também na maneira de trabalhar e especialidade deles. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:
 Pretos-Velhos De Ogum
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.
São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.
São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, encorajando e dando segurança para aqueles indecisos e "medrosos".  É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.
Pretos-Velhos De Oxum
São mais lentos na forma de incorporar e até falar.  Passam para o médium uma serenidade inconfundível.
Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.
São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior.  As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.
 Pretos-Velhos De Xangô
Sua incorporação é rápida como as de Ogum.
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.
Passam seriedade em cada palavra dita.  Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.
Pretos-Velhos De Iansã
São rápidos na sua forma de incorporar e falar.  Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.
Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.
Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa.  São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.
Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego.  É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.
Pretos-Velhos De Oxossi
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.
Esses Pretos-Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.
Possuem uma especialidade:  A de  receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc...  São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi.
Pretos-Velhos De Nanã
São raros, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda.  Lenta e muito pesada.  Enfatizando ainda mais a idade avançada.
Falam rígido, com seriedade profunda.  Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo.  Não admite injustiça.
Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca".  Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral.  Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.
É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função.
Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns.
Pretos-Velhos De Obaluaiê
São simples em sua forma de incorporar e falar.  Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.
Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.
Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também.  Pois entendem que a correção é uma forma de amar.
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos-Velhos.  Ou seja,  se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.
Como trabalha para Obaluaiê, e este é o "dono das almas", esses Pretos-Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.
Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes.  Tanto pessoal como profissional e até espiritual.
Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo tudo que lhes for pedido, apenas confiando nesses Pretos-Velhos.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Pretos-Velhos De Yemanjá
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade.  Sua fala é doce e meiga.
Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.
Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as mulheres que desejam engravidar.
Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.
Pretos-Velhos De Oxalá
São bastante lentos na forma de incorporar, tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.
Raramente dão consulta, sua maior especialidade é dirigir e instruir os demais Pretos-Velhos.
Cobram bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, bom corpontamento moral dentro e fora do terreiro, ausência de vícios, humildade; enfim o cultivo das virtudes mais elevadas.