terça-feira, 4 de outubro de 2011

Entidades da Umbanda

Entidades da Umbanda

 
A Umbanda por ser uma religião espiritualista e mediúnica, seus ritos são sempre conduzidos diretamente ou indiretamente por espíritos desencarnados. Mas na Umbanda os espíritos mentores, chamados de guias, sempre deverão pertencer a uma falange, ou seja a um agrupamento de entidades que escolhem uma determinada forma para se apresentarem.

A função dessas entidades é a de trazer as mensagens, a vontade e a força dos Orixá,s e assim de Deus, e são os espíritos que chamamos de guias e protetores. Isto quer dizer que estes espíritos deverão possuir uma vestimenta, uma roupagem fluídica para que possam se manifestar em terreiros.
 
Esta maneira, ou forma, que é a roupagem fluídica e simbólica e é fundamental na Umbanda. Para nós um espírito para se manifestar, enquanto guia, deverá abrir mão de sua individualidade, ou seja, abrir mão de seu nome do seu EU, de sua identidade enquanto um ser para ser um falangeiro.
 
Sempre dizemos que a Umbanda é fundamentada em um tripé essencial, que são as formas de apresentação (essenciais), sem as quais não se pode falar em Umbanda, e isso é unânime.
 
Assim Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças formam o essencial da Umbanda. Significando o desenvolvimento da vida, ou seja o início da vida, a pureza e a simplicidade, a descoberta (infância = crianças), o amadurecimento a virilidade o destemor, a vontade e o arrojo, a força (adulto = caboclo) e o amadurecimento, a sabedoria da vivência, a humildade de quem já viveu muito, a experiência e o conhecer das outras fases (velhice = pretos-velhos).
 
Assim as formas de apresentação significam a nossa vida, e dão conta de todos os problemas de nossas existências. Isso sem falar nos Exus e Pombagiras que são do reino da quimbanda que completam o que podemos chamar de formas de manifestação primordiais e essenciais de qualquer terreiro de Umbanda.
 
Mas, por vários motivos com o passar do tempo outras formas de apresentação foram se formando na Umbanda, são o povo do Oriente, os baianos, os boiadeiros, os ciganos e os marinheiros. Estas formas de apresentação, muitas vezes chamadas de povos auxiliares, ou formas auxiliares de apresentação, têm funções e missões distintas, mas sempre subordinadas ao tripé essencial (pretos-velhos – caboclos – crianças) e assim aos Orixás.
 
Diferença entre linhas e formas de apresentação:
 
Muitos locais se fala linha de caboclos, linha de pretos-velhos, linha do povo d'água, linha do oriente, e assim por diante.
 
O que eu acredito é que há uma confusão sobre formas de apresentação, ou seja, como as entidades vão se manifestar, que roupagem fluídica se apresentarão e as linhas de Umbanda.
 
Por linhas entendemos as qualidades, a força de trabalho, as especialidades de trabalhos dos Orixás. Por formas de apresentação entendemos a maneira pela qual os espíritos irão se manifestar.

A árvore da vida, a vida da Umbanda

A árvore da vida, a vida da Umbanda



No dia em que escrevi este texto comemorava-se o dia da árvore (21 de setembro). E estava twitando qual canário-terra sobre o tema, e no meio do gorjear no mundo virtual, falava de Iroco, da gameleira, da figueira, e de como as árvores são sagradas e merecem nosso respeito, admiração e nossa submissão. Então me veio a idéia de produzir um pequeno texto sobre as árvores e a Umbanda e as religiões em geral.

Brincando com a idéia de gorjear (canto dos pássaros, lembrando que twitter é um pequeno canto de pássaro na língua inglesa) passarei dos pequenos pios do canário-terra para outro mais audacioso, não pela beleza, mas pela extensão, não como o canto do Uirapuru, mas quem sabe como o canto de um sabiá-laranjeira.

As árvores em suas mais diversas espécies têm papel central na Umbanda. Inúmeros pontos cantados se remetem a estas maravilhas da natureza. Vamos a alguns para ilustrar nossa jornada ao mundo das árvores:


“Oxóssi, Oxóssi na raiz da gameleira, Ogum mora nas matas Pai Xangô lá nas pedreiras.”

“Filho de Oxóssi, e filho de Pemba, ai vem o Rei do Congá, ele vem com a força dos ventos, e de mãe Yemanjá,  das florestas da Jurema, na raiz do buriti, da urucaia faz suas magias, com a força de Tupi.”

“Okê, Okê Caboclo, Seu Mata Virgem é da Raiz da Urucaia...”

“Eu corri terra, eu corri mar, até que eu chegue a minha raiz, Ora viva Oxóssi na mata que a folha da mangueira ainda não caiu.”

A origem de muito dos pontos cantados está na tradição yorubá e na tradição indígena brasileira.

Folhas, raízes, árvores, floresta, mata, ilustrações das mais diversas que remetem nosso pensamento as árvores iluminam uma enormidade de Pontos Cantados.Mas não só a música vemos a idéia de árvores. Araçá, mangueira, figueira, goiabeira, jabuticabeira, ipê, jurema, araticum, entre outras espécies dão suas folhas ao axé de nossa Umbanda. Nos banhamos, nos defumamos, com a força das árvores, sem elas não teríamos nossas giras. A coletividade dessas árvores, a floresta, as matas, nos remete ao sagrado, ao mundo mágico e ritualístico, um mundo puro, nos leva à terra de Oxóssi.
Podemos dizer que a Umbanda vive debaixo de uma frondosa árvore, a árvore da vida, que nos liga aos Orixás e assim ao Pai.

Para os nossos irmãos do Candomblé de Ketu, que trazem a tradição dos povos de língua yorubá (nagôs), uma árvore se destaca: o Iroco, ou Iroko. Na África Iroco é uma espécie de árvore (chlorophora excelsa), que em alguns mitos yorubás é descrita como o caminho para que os Orixás chegassem do Orum ao Ayê, por isso Iroco é o Senhor do Tempo e do Espaço. Para estes irmãos Iroco é um Orixá, e em cada Ylê, em cada roça, há uma árvore representando este Orixá.

Como o Iroco, espécie de árvore, é nativa da África, muitos terreiros usaram as gameleiras, sejam as gameleiras (fícus doliaria) tradicionais, seja a gameleira-branca (fícus gomelleira) e em alguns outros casos a figueira-religiosa (fícus religiosa), como uma figura central e de importância ímpar, em substituição ao Iroco.

Sob a sombra de Iroco são depositados axés, entregas e pedidos, a identificação desta árvore sagrada é bem fácil, veja uma frondosa árvore, com raízes expostas e amarrada em seu caule por uma grande faixa branca.

Partindo desta tradição Yorubá quero trazer semelhanças com outras tradições para o nosso deleite e respeito às árvores. Um Iroco, ou uma gameleira, ou a figueira são árvores centenárias, multi-centenárias, ou seja, sobrevivem há muitas gerações. Por isso a representação do tempo e da ancestralidade.

Jesus Cristo para ilustrar a passagem do tempo, e profetizar, usou o nascimento dos brotos em uma figueira (Evangelhos de Lucas e Mateus), ou seja tal qual nossos irmãos africanos a árvore como a senhora do tempo. Aliás, a palavra figueira aparece em 50 textos da Bíblia.
O significado da figueira na maioria das passagens bíblicas é o povo judeu, ou ao povo de Deus. Veja a parábola dos frutos bons e ruins. Se uma figueira não produzir mais frutos bons, deve secar. Ou seja, aquele povo que não mais produzir bons frutos, amor e caridade, não terá muito tempo de sobrevivência.

Outros momentos Jesus usa a figueira como um espaço sagrado de paz, prosperidade e segurança. Quando Jesus é apresentado a João por Filipe, afirma já o vira sentado nas sombras da figueira. Este símbolo remetia a João como apóstolo, pacificador e escolhido.

Mantendo a figura de um homem sentado embaixo da figueira, como uma profetização de paz e prosperidade, passemos a observar a figueira para os Budistas. Buda alcançou a revelação e iluminação embaixo de uma figueira (fícus religiosa), árvore venerada por esta razão. Ambas as doutrinas trazem a imagem de um homem sentado embaixo da figueira, figueira esta onde os yorubás acreditam estar o Axé, onde os Orixás chegam do Orum. Incrível não é?

Ilustrando este texto, para termos uma dimensão da importância da árvore na tradição hebraico-cristã, o vocábulo "árvore" aparece mais de 119 vezes na Bíblia, sem contar as dezenas de citações envolvendo nome de árvores como a figueira, a videira, a romã, etc. (para quem quiser no final apresento alguns capítulos e versículos com algumas destas citações)

A figueira que produz o figo comestível (fícus carica), objeto da maioria das ilustrações nas parábolas de Jesus Cristo, tem para os judeus um destaque. O figo é um dos 7 alimentos sagrados que crescerão na Terra Prometida (Torá – Deut.8). (Os outros seis alimentos são cevada, trigo, uva, romã, oliva e tâmara).

Desta mesma figueira encontraremos a “roupa” de Adão. Foi com as folhas da figueira que Adão encobriu seu nu (Gênesis). A figueira é uma das três árvores do jardim do Édem, as outras duas eram a árvore da vida e a árvore do bem e do mal (Gênesis).

A arca de Noé teria sido construída com madeira proveniente da figueira, e assim vamos longe.  Árvore, vida, profetas, iluminação, axé, paz, a sensação de sombra e água fresca.

A semelhança entre as diversas tradições religiosas produz momentos interessantes. Quem for visitar (recomendo a viagem) a Ilha de Campeche em Florianópolis se deparará com uma enorme e frondosa figueira olhando e zelando por todos os barcos que chegam. Os guias afirma que as figueiras da ilha, exóticas (ou seja, não eram naturais daquele local), foram levadas e plantadas pelos escravos negros. Na explicação uma das guias falava que os negros haviam sido catequizados e traziam as figueiras para simbolizar a visão profética de Jesus.

Imediatamente abri um sorriso, olhei para a árvore e senti uma força de Exu incrível, não me contive e falei. “A figueira está aqui porque é sagrada, é morada de axé, força de Orixá, planta sagrada de Exu”, e rapidamente contei um pouco do que sabia, que já era pouco, sobre a importância desta árvore para os cultos de nação e para os candomblés.

No centro de Curitiba, praça Tiradentes, existem frondosas árvores que ao que tudo indicam são Irocos, ou seja, marcam a presença dos negros e do axé, justamente no entorno da Igreja mais antiga da cidade, a basílica de Nossa Senhora dos Pinhais!

Rapidamente pode-se ver que as árvores estão presentes nas mais diversas tradições. E desta afirmação surge um pensamento que me intriga:

Como é possível ao ver que todas as tradições ocidentais e orientais tratam a árvore como elemento sagrado, como morada de Deus, como espaço para iluminação, e ainda não cuidamos das florestas? Como não garantirmos que as reservas florestais de nosso país e de nosso mundo sejam preservadas?

A Umbanda é para mim a figueira frondosa sob a qual me sento, sob a qual medito, bebo da água que cai de suas folhas, como de seus frutos, recebo o axé de sua vida, e de seus galhos e troncos recebo proteção.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

10 Regras para o Ser Humano

10 Regras para o Ser Humano

1. Você receberá um corpo. Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante essa rodada.
2. Você está matriculado numa escola informal, de período integral,
chamada vida. A cada dia, nessa escola, você terá a oportunidade de
aprender lições. Você poderá gostar das lições ou considerá-las
irrelevantes ou estúpidas
3. Não existem erros, apenas lições. O crescimento é um processo de tentativa e erro: experimentação. As experiências que não dão certo fazem parte do processo, assim como as bem sucedidas.
4. Cada lição será repetida até que seja aprendida.
Cada lição será apresentada a você de diversas maneiras, até que a
tenha compreendido. Quando isso ocorrer, você poderá passar para a
seguinte. O aprendizado nunca termina.
5. Não existe nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender.
6. "Lá" não é melhor do que "aqui". Quando o seu "lá" se tornar em "aqui",
você simplesmente entenderá que o melhor é viver o "aqui e o agora".
7. Os outros são apenas seus espelhos. Você não pode amar ou detestar algo
em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama ou detesta
em si mesmo.
8. O que fizer de sua vida é responsabilidade sua.
Você tem todos os recursos de que necessita. O que fará com eles é de
sua responsabilidade. A escolha é sua.
9. As respostas estão dentro de você. Tudo o que tem a fazer é meditar, analisar, ouvir e acreditar.
10. Você se esquecerá de tudo isto!


 
 

 Na mística ironia do poder sacrílico de evocações, elegeram por errônea criação,e deram sabor proibitivo, as entidades que conhecemos como Exus e Pomba-Giras.
Se no temor que possa existir, dado por pessoas leigas, deixe agora nosso Povo em Evolução, que o conclame nesta pequena homenagem.
 
Larô Exus..., Gira-Girê Moças...
 
É mister se compreender, que são espíritos, buscando a elevação. Somente trabalhando e praticando o Bem, é que eles se elevam.
 

A Umbanda evolui e se apresenta culta, atual, superando os tabus e crendices que marcaram seus primórdios. Não mais se pode aceitar Exus e Pomba-Giras, com aspectos aterrorizantes, fantasmagóricos ou imorais, pelo contrário. E aí estão, os médiuns videntes a atestarem a presença desses Exus e Pomba-Giras.
 
Elas, se apresentam em trages Multi coloridos, podendo ser Ciganas de porte aristocrático, ou mulheres apenas comuns de porte vulgar. Dançarinas populares de Tabernas, enfim, amando a alegria e a noite.
Porque não chamá-las de "Espíritos Eternos das noites Felizes"?
 
E os Exus? Poderão ser os mais másculos homens, trazendo porém, em seu cavalheirismo, seu modo eloquente de falar, o encanto de conquistadores inconquistáveis. Que na passagem terrena, tenham sido músicos, poetas, pintores, e acima de tudo, Boêmios. Amantes da Liberdade.
 
Quem? Quem poderia agora, narrar o seu silêncio?
 
 
Nossos amigos em evolução, espíritos que, quando viveram na Terra, pertenceram a diversos povos e diferentes camadas sociais. A meu ver, portanto, não podem ser considerados exemplos de mau caráter ou de vulgaridade; também não devem ser confundidos com espíritos perturbadores, os infelizes quiumbas, que se encontram mergulhados na mais profunda negatividade. Exus e Pomba-Giras, ao contrário, são nossos amigos, dão-nos alento e proteção quando necessitamos de apoio espiritual e mesmo material.
 
Exus e Pomba-Giras, têm uma função expecífica junto aos espíritos evoluidos, aos guias superiores, protegendo-nos e levando-nos a possíveis realizações. Com as maneiras alegres, calorosas e compreensivas que apresentam quando manifestadas, essas entidades permitem que nos afinemos melhor com elas, tendo-as como amigas que nos cercam e protegem.
 
A existência de determinados tabus, contra os Exus e Pomba-Giras, revela apenas, profunda ignorância espiritual: todos querem receber espíritos altamente evoluídos, que se apresentam como médicos famosos ou cientistas importantes; mas muitos se negam a incorporar um espírito de baixa vibração, mesmo que venha no pólo positivo, embora com isso estejam prejudicando a evolução dessas entidades.
 
Tabus e práticas, oriundas de um tempo, em que havia a concepção errônea de que Exu era o Demônio. Que só queria fazer ou trazer o Mal. Os médiuns que trabalhavam com Exus, eram considerados perigosos, e ninguém se atrevia a chegar perto deles ou a desagradá-los, com medo de represálias. Até hoje, apesar de toda a evolução espiritual da Umbanda, ainda encontramos um grande número de centros que não trabalham com Exu, pois ainda aceitam estas idéias errôneas. No entanto, na realidade, Exus e Pomba-Giras, são entidades que nos auxiliam, desmanchando e afastando os trabalhos realizados pelos quiumbas. Entidades que, em geral, não revelam sua antiga identidade por razões espirituais, pela oportunidade de evoluírem mais rapidamente.
 
 
 
          
 "Nuvens abrindo-se qual cortinas de um palco, tocadas pelo vento, deixam transparecer o céu azul, nos mostrando uma encantadora cena: árvores como se fossem de um jardim do Paraíso, repletas de flores coloridas que o engalanam de festiva e feliz natureza.
 
Vê-se crianças alegres que brincam, cantam, pulam. Mais adiante, no lago de águas límpidas, navegam cisnes brancos que as mesmas conduzem, por rédeas doiradas, leves como suas plumas.
 
Em grupos diversos, espalham-se pelo jardim, umas a colherem flores, fazendo grinaldas para seus cabelos, ornamentando suas cabecinhas, louras e morenas.
 
Outras, porém, de petalas de rosas, cobrem o caminho aonde deverá passar, mais tarde, o Anjo Protetor, que numa visita diária, faz solene sua chegada.
 
Espalha bondade, ternura, dando confiança e amor; é o regente de todas elas. Por entre alas formadas com disciplina, segue um menino oriental, vestido de prata e azul turqueza, que de seu turíbulo, faz sair fumaça de perfumes enebriantes, elevando-se ao alto numa consagração. Logo a seguir, de par em par, meninos e meninas, a todos com água divina, asperge.
 
É nesta solenidade, de encantadora paz, que o céu torna-se róseo, dando ao crepúsculo o nome da "Hora da Ibeijada".
 
Mais tarde, porém, no fim dessa cena, fecha-se o palco com a cortina negra da noite, bordada de estrelas representativas, cuja a Via Láctea simboliza as Crianças do Astral.
 
 
 
O Povo da Linha das Almas
 
          

 "Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, lágimas lhe desciam pela face e não sei porque as contei.. Foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei.
 
- Fala meu Preto Velho, diz a este teu filho, por que esternas assim, esta tão visível dor ?
 
- Estás vendo, filho, estas pessoas que entram e saem do terreiro? As lágimas que você contou, estão distribuídas a cada uma delas.
 
- A primeira lágrima foi dada aos indiferentes, que aqui vem em busca de distração. Que saem ironizando e criticando, por aquilo que suas mentes ofuscadas não puderam compreender.
 
- A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando. Sempre na expectativa de um milagre, que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos lhes negam.
 
- A terceira, aos maus. A aqueles que procuram a Umbanda em busca de vinganças, desejando prejudicar a um seu semelhante.
 
- A quarta, aos frios, aos calculistas. Aos que, ao saberem da existência de uma força espiritual, procuram beneficiar-se dela, a qualquer preço, mas não conhecem a palavra gratidão e nem a Caridade.
 
- A quinta lágima, vê como chega suave? Ela tem o riso, do elogio e da flor dos lábios. Mas se olhares bem, no seu semblante, verás escrito: 'Creio na Umbanda. Creio nos teus Caboclos, nos teus Velhos, e no teu Zâmbi, mas somente se vencerem no meu caso ou me curarem disso ou daquilo'.
 
- A sexta, eu dei aos fúteis que vão de Terreiro em Terreiro, sem acreditar em nada, buscando aconchegos e conchavos. Mas em seus olhos revelam um interesse diferente.
 
- A sétima filho, notas como foi grande ? Notou como deslizou pesada ? Foi a última lágrima. Aquela que vive nos 'Olhos' de todos os Orixás e de todas as entidades. Fiz doação desta, aos Médiuns. Aos que só aparecem no Terreiro em dia de festa. Aos que esquecem de suas obrigações. Aos que esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade, tantas 'crianças' precisando de amparo. Da mesma caridade e do mesmo apoio que eles próprios, um dia aqui vieram buscar.
 
Assim, filho meu, foi para esses todos que vistes cair, uma a uma, AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO.
 
 
As Entidades na Umbanda

   

 
Mensageiros divinos, ordenanças do Pai Maior.
São nossos Guias e Orientadores.
Companheiros astrais, que buscam nos guardar, proteger e intuir. Nos auxiliar, para que, melhor possamos percorrer nossa própria jornada evolutiva.
Quão bom seria, se conseguimos senti-los, ouvi-los e compreende-los, sem as negativas interferências de nossos próprios interesses mundanos....
 
Saravá Umbanda
Salve Todo o Povo da Aruanda...